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Mels Reads


BEDA


E para um domingo mais relaxado, trago mais um texto, escrito por mim e completamente fictício. Hoje deu-me uma vontade enorme de voltar a escrever (finalmente, Melanie!) e, daí, saiu este texto que vos vou mostrar já a seguir! Mas, antes, uma pergunta: quem daqui já faz parte do squad das newsletter? Ainda não? Então subscreve na barra lateral do blog! Amanhã sai uma nova!
E sem mais demoras, vamos lá ao texto que é o que importa, neste momento! Espero que gostem.

8/27/2017 11 comentários

sorriso

Olho para o lado e, mais uma vez, lá estás tu com o teu sorriso que eu tanto venero. Tomara que nada te tire esse sorriso, é o que penso. Gosto tanto de te ver a sorrir mesmo só te conseguindo ver ao longe. Mesmo sem tu saberes que eu estou ali. Às vezes até sabes porque te vejo a olhar para mim mas, assim que olho para ti, desvias o olhar. Pergunto-me porquê. Porque é que eu tinha que adorar esse sorriso. Esse maldito sorriso foi o que estragou tudo! Estragou tudo desde o início. Lembraste como tudo começou? Uma conversa, uns sorrisos trocados e algumas conversas cruzadas. Mal eu sabia, no início, o que ia dar no final.
Tanto falavamos e agora estamos os dois, quase no mesmo sítio e tudo parece tão estranho. O meu coração berra para eu olhar para ti, para eu voltar a falar para ti, para te mandar mensagem por muito sem nexo que seja mas a minha cabeça diz para eu não o fazer. Quem será que tem razão? Há tanta coisa que eu te quero dizer e explicar e simplesmente não consigo! Não o posso fazer nem direta nem indiretamente, tenho sempre olhos em cima de mim à espera que diga a próxima coisa sobre ti. Bem, diretamente até te podia dizer as coisas mas sei que não teria coragem de o fazer. Ambos sabemos que a vergonha anda sempre connosco, não é?
Sempre que olho para ti lembro-me de tantas das conversas que me pergunto se tu também ainda te lembras de algumas. Por muito poucas que sejam. Eu, sinceramente, também não me lembro de muitas o que é uma tristeza, eu devia-me lembrar… Lembraste das nossas horas sinceras? Horas essas em que dizíamos as coisas que tínhamos na cabeça e que não partilhávamos com mais ninguém. Coisas que ninguém imaginava que estávamos a sentir porque simplesmente não mostramos o que realmente vai na nossa cabeça. Mostramos as coisas que as pessoas querem ver e dizemos o que querem ouvir. Como tu costumavas dizer: “pensamentos de cabeça cansada”, ainda te lembras disso?
Quando vejo o teu nome a aparecer em algum lado é impossível não me lembrar da nossa suposta combinação explosiva. Não consigo conter o riso quando me lembro disso, principalmente quando me recordo da tua reação quando te disse.
Lembro-me de tanta coisa quando olho para ti. Coisas que se calhar não me devia lembrar. Coisas que já deviam ter sido esquecidas com o tempo. “Porta-te bem ou mal, mas sempre com classe” e tu sempre te portaste com classe, não é verdade?
A tua gargalhada acorda-me do mundo para o qual eu mergulhei e que não queria sair de lá. Estás com a camisa que eu adoro. Estás exatamente como gosto. Se soubesses o quanto te queria ter dito isto indiretamente ficavas admirado. Se eu pudesse sequer explicar o que se passou, porque é que me afastei, faria-o, sem pensar duas vezes.
Reparo mais uma vez em ti. Tu olhas para mim e por momentos sinto uma corrente elétrica por todo o meu corpo. Tens esse efeito em mim sempre que te vejo. Desvias o olhar e eu vou embora e esqueço que tudo alguma vez aconteceu e digo para mim: “foi só da minha cabeça”. 


Aqui está mais um texto random dos que eu costumava fazer. 
O que vocês acharam?
5/02/2017 19 comentários


O meu telemóvel toca. O meu coração para. Sempre que o meu telemóvel toca espero por uma mensagem tua. Por um sinal teu. Dirijo-me para o telemóvel pé ante pé. Tenho medo que sejas tu mas também tenho medo que não sejas tu. Pego no pequeno dispositivo móvel e, antes de o desbloquear, respiro fundo. 
Desbloqueei-o e aparece outro nome e não o teu. Não sei que reação deva ter. Já devia estar à espera que não fosses tu. Porque me irias mandar uma mensagem? Fui um pouco tonta ao pensar que irias mesmo dizer alguma coisa. Ignoro a mensagem que me foi enviada e volto a bloquear o telemóvel. Pouso-o em cima da pequena e branca secretária que está no canto do meu quarto e vou me deitar na cama. Assim que chego minimamente perto da cama, atiro me lá para cima e começo a pensar. Em ti. Num nós que não existe, só no mundo criado por mim. No porquê de teres entrado desta maneira na minha vida. Perguntas às quais não consigo obter resposta. Por uma lado preferia nunca ter falado contigo. Por outro fico contente porque falei. Mas, e agora? O que se segue? Aquilo que quem me rodeia e o meu próprio coração diz? Ou o que a minha cabeça insiste em gritar? 
Um novo sinal vem do pequeno dispositivo. Ignoro. Não és tu de qualquer das maneiras. Volto a ouvir outro sinal de mensagem. Algo pouco usual de acontecer. Levanto-me a todo o custo da minha pequena cama e dirijo-me até onde deixei o telemóvel. Duas mensagens. Duas pessoas diferentes. O meu coração para de novo. Haverá alguma hipótese de ser uma destas mensagens tua? Volto a desbloquear o dispositivo e, quando o teu nome surgiu no pequeno aparelho branco o meu coração acelerou como se estivesse prestes a ter um ataque cardíaco. Não era fantasia. Não era um sonho. Era real e era uma mensagem tua. Eras tu e não outra pessoa. O meu pensamento flutua por todos os cantos possíveis e imaginários. Feliz. Abraçado a ele mesmo. Até chegar ao mundo que criei só para nós os dois. E lá permanece durante algum tempo esquecendo de responder à mensagem que o meu coração tanto implorava para receber.


Texto da minha autoria e 
totalmente fictício
11/30/2016 12 comentários


"Subo as escadas e lá estás tu, mais uma vez. Parece que me persegues. Parece que estás em todo o lado onde eu estou. Estás encostado à parede. A tua camisola azul destaca-se na parede branca. O teu pé está contra a parede e os teus olhos fixos no telemóvel. Parece que dás pela minha presença e olhas na minha direção. Os nossos olhares cruzam-se e todo o mundo à volta deixa de existir. Só estou tu e eu. Mas a realidade volta quando os teus olhos se voltam para o telemóvel, de novo.
Já pude sentir o teu toque, sentir as tuas mãos em mim mas preciso de mais. Preciso das tuas mãos a percorrerem o meu corpo. O meu corpo anseia pelo teu e o meu coração berra pelo teu nome, mas tu não entendes. Sento-me no banco à espera. Não sei bem de quê mas fico à espera. Olho-te de cima a baixo e reparo no quanto desejo ter-te. Queria que olhasses para mim. Como se me lesses os pensamentos, retiras o olhar do telemóvel e olhas à tua volta. Parece que procuras algo e, pelo que dás a entender, esse algo sou eu pois paras olhar em teu redor quando me olhas nos olhos. Os teus olhos fulminam o meu corpo. Olhas para mim como se tu fosses um animal e eu o único pedaço de carne existente. Sinto um ardor na minha cara mas não consigo desviar o olhar. Tu também não o fazes.
Algo chama a tua atenção. Um amigo teu. Ele fala e fala mas eu pergunto-me se estás a ouvir o que ele te está a dizer pois o teu olhar continua cravado em mim como se não me pudesses perder de vista. Ambos olhamos fixamente um para o outro. O mundo onde só existimos os dois rodeia-me. Por muito que falem comigo e tentem chamar à minha atenção não consigo ouvir. Só quero tentar ouvir os teus pensamentos.

Involuntariamente sorrio para ti e tu sorris para mim. Desviei o olhar e tu também. Voltei à cruel realidade, onde, aí, já não te tenho."

Texto da minha autoria e 
totalmente fictício
11/20/2016 16 comentários



"Começo-me a aproximar do rochedo que dá a melhor vista para o mar, a vista perfeita para o pôr do sol. Quando me aproximo vislumbro uma sombra no mesmo rochedo para onde eu ia. Conheço aquela sombra ao longe, já sei que és tu. Pensámos no mesmo, ver o pôr do sol neste dia que já foi tão importante para nós. E agora? O que faço? Volto para trás, vou para outro rochedo ou vou ter contigo? Involuntariamente os meus pés seguem o caminho que levam a esse rochedo que já assistiu a tantas juras nossas de amor. Quando me aproximo ainda mais reparo que não dás pela minha presença, mas também ainda estou longe. Sinto que estás demasiado mergulhado nos teus pensamentos. Serão os teus pensamentos iguais aos meus? Será que te lembraste do dia que era hoje?
Cada vez caminho mais lentamente para apreciar a tua beleza. Como ficam dourados os teus cabelos com a pouca luz que o sol reflete neles. Sei que, neste momento, os teus olhos estão cor de mel pois ficavam assim sempre que vínhamos para este rochedo apreciar o pôr do sol. Observo as tuas mãos. As mãos que já me fizeram sentir viva quando eu mais achava que estava morta. As mãos que me fizeram sentir coisas nunca antes sentidas por mim. As mãos que me faziam sentir segura e confortável.
Assim que chego perto de ti, dás conta da minha presença e olhas-me nos olhos, como nunca antes olhaste. Parece que, desta vez, olhaste mais ao fundo. Sinto que, agora, conseguiste ver a minha alma que está tão preta como a noite sem a luz da lua. Pedes que me sente perto de ti para vermos o pôr do sol juntos, tal como o fizeste no primeiro dia. Sentei-me ao pé de ti e comecei logo a sentir o cheiro do teu perfume. O mesmo perfume que usavas quando ainda estávamos juntos. Aos poucos, vou sentindo a tua mão a pousar sobre a minha e a fazer pequenos gestos de carinho. Logo de seguida, e sem dar por ela, sinto os teus lábios contra os meus mesmo quando o sol se pôs. Sempre tiveste o timing perfeito. Ao contrário da noite escura e fria que aí vinha, a minha alma ganhava mais cor, mais vida. Gostava que este beijo não tivesse significado nada e que nada do que eu sentia por ti voltasse à superfície. Mas nem sempre é da maneira que nós gostávamos que fosse e este beijo fez com que tudo voltasse à tona como se fosse algo leve, quando, na verdade, o peso do que eu sinto por ti é enorme. Na vida há coisas inexplicáveis assim como o que eu sinto por ti também não tem explicação possível..."


É verdade, voltei aos meus textos. Este texto não tem qualquer ponta de verdade, é simplesmente fictício e foi inspirado em várias imagens do Tumblr!

O que acharam?

O que acharam do novo design do blog?
11/04/2016 10 comentários
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Olá! Sou a Melanie, a rapariga responsável pelo Mel's Reads. Espero que gostes deste cantinho tanto como eu gosto! Aqui vais encontrar opiniões literárias, receitas, entre outras coisas de lifestyle!

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